PRECON ENGENHARIA É UMA DAS TRÊS EMPRESAS MAIS SUSTENTÁVEIS DO PAÍS

GUIA EXAME DE SUSTENTABILIDADE (Ed. nov/2017)

CONSTRUÇÃO CIVIL | PRECON ENGENHARIA

MENOS LIXO NAS OBRAS E MENOS EMISSÃO DE GASES

Com o uso de estruturas pré-fabricadas, a mineira Precon Engenharia já diminuiu em 85% o volume de resíduos gerados nos canteiros de obras em relação a uma construção tradicional. E quer reduzir mais.

Depois de adotar um novo método para construir apartamentos populares, em 2011, a incorporadora Precon Engenharia, de Minas Gerais, rapidamente conseguiu diminui em 70% a geração de resíduos nas obras. Quatro anos depois, o índice tinha chegado a 85%. Agora, a meta é ainda mais ousada: colocar prédios de pé produzindo 90% menos refugo do que em uma construção tradicional.

“Em um apartamento de dois quartos, deixamos de gerar 6 toneladas de resíduos. Isso é sinônimo de menos caçambas transportando lixo pela rua, menos emissão de gás carbônico e menos desgaste de pneus”, diz Marcelo Miranda, presidente da empresa.

O segredo? Uma fábrica de estruturas pré-fabricadas, de onde saem prontas praticamente todas as peças necessárias para montar um imóvel – de vigas a paredes inteiras.

Algumas das soluções usadas pela Precon para diminuir as sobras nos canteiros de obra são relativamente simples de implantar. É o caso do piso dos apartamentos. Durante anos, os imóveis eram entregues com o acabamento em cerâmica. Era o material que mais gerava resíduos, pois é comum as peças quebrarem quando são cortadas para acertar o encaixe uma na outra. A saída foi trocá-las por piso laminado de madeira. Embora sejam um pouco mais caras, as lâminas têm instalação simples e poucas são perdidas durante o trabalho.

Já outras melhorias no sistema construtivo podem exigir um investimento maior. A Precon está trabalhando em um projeto de pesquisa de 20 milhões de reais financiado pela Finep – empresa do Governo Federal que fomenta o desenvolvimento de tecnologia e inovação – com o objetivo de melhorar a produção de lajes. Atualmente, as peças são fabricadas uma a uma, em fôrmas. A ideia é passar a produzí-las em pistas de pretensão, nome técnico de esteiras que ajudam a dar escala ao processo. “A expectativa é que isso aumente nossa produção e também reduza o desperdício de concreto”, explica Miranda.

A fabricação das peças em uma fábrica, onde parte dos processos é mecanizada e não exige força física, possibilitou à Precon contratar mulheres, público que tradicionalmente é excluído da construção civil. Cerca de um terço da mão de obra da Precon é feminina – a linha de produção, aliás, é liderada por uma mulher. Como não se exige experiência no setor, muitas das trabalhadoras eram faxineiras ou varredoras de rua antes de ser contratadas. “Elas costumam ser mais pontuais, assíduas e caprichosas no trabalho”, afirma Miranda.

 

 

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