PARTICIPAÇÃO FEMININA

Mão de obra feminina da Precon Engenharia é destaque no Jornal Estado de Minas

Jornal Estado de Minas

Edição de 11 de novembro de 2017

Mulheres respondem por 10% do total de trabalhadores na Construção Civil em Minas.

Com processos mais modernos e menos braçais, a construção civil tem registrado número cada vez maior de mulheres. Para se ter uma ideia, de acordo com levantamento do Sindicato da Indústria da Construção de Minas Gerais (Sinduscon-MG), com base em dados do

Ministério do Trabalho e Emprego, feito em 2015, existem aproximadamente 27 mil trabalhadoras no setor. Assim, a partici-pação feminina em relação ao total de empregados do segmento é de 10% no mesmo período. Além do aumento da oferta de empregos, que tem levado a mão de obra masculina para outros setores, a modernização da construção civil ajuda a explicar o crescente número da população feminina nos canteiros de obra.

A Precon Engenharia tem em torno de 30% de mulheres em seu quadro, com destaque para a linha de produção da fábrica. Isso devido ao processo produtivo ser mais rápido, ergonômico e não demandar muita força física. Welzeli Lana de Souza, de 41 anos, está há cinco na empresa e hoje é líder de produção de fábrica. “Iniciei na Precon como auxiliar de produção e logo comecei a substituir colegas em férias e aprender a função deles. Em apenas dois meses a empresa identificou meu perfil para liderança e me deu a oportunidade de ir para o cargo no qual estou. Hoje, lidero cerca de 40 pessoas, sendo 15 mulheres.”

Ela conta que logo que a Precon iniciou o processo de seleção de mulheres para a produção, candidatou-se.

“Fui classificada e comecei no cargo de auxiliar de produção. Com o tempo, perceberam meu desempenho e me deram a oportunidade de um novo cargo, o de armadora. Amo o que faço e fico muito satisfeita em trabalhar em uma empresa que reconhece meus valores e me oferece oportunidade de crescimento profissional. Ela oferece treinamentos em diversas áreas e tem um ambiente de trabalho que é difícil de ver no mercado”, garante a armadora Júnia da Cruz, de 47, há seis anos na Precon.

De acordo com a supervisora do Departamento de Segurança do Trabalho do Seconci-MG, Andreia Kaucher Darmstadter, na área operacional, o que contribuiu para o aumento da presença feminina foi a carência de mão de obra, além do advento de novas tecnologias produtivas, que reduziram a necessidade do emprego de grande força física. “É cada vez maior o interesse de mulheres pelo setor. Basta analisar a procura delas por cursos de almoxarife, eletricista, carpinteira e até pedreira, promovidos pelo Seconci-MG.”

Além da função na Seconci, Andreia representa a bancada patronal no Comitê Permanente Nacional (CPN) e Regional (CPR) de MG, sobre condições e meio ambiente do trabalho na indústria da construção. “Considero boa a atuação feminina, pois elas trabalham com dedicação, com esmero. O interesse por uma remuneração melhor e por uma atividade profissional definida faz com que as mulheres atuem com empenho, com aplicação, nas atividades que executam. Percebo um respeito da mão de obra masculina em relação à presença feminina”, observa.

Cássia Ximenes, primeira mulher a se tornar presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), comenta sobre a participação das mulheres no segmento imobiliário. “Foi um grande desafio chegar à presidência da CMI/Secovi-MG, entidade com 43 anos de atividades, sempre comandada por homens. Encarei esse desafio com muita alegria, principalmente por perceber que o mercado estava muito mais preocupado com o desempenho profissional do que com o fato de ser ou não uma mulher. O mercado está preocupado em manter profissionais que tenham ética, transparência, conteúdo e que contribuam com o próprio desenvolvimento do setor, o que independe do gênero. A diferença é que nós temos mais argumentos e condições de conviver com os mais diferentes conceitos e preconceitos”, afirma.

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